13.12.09





















- É o pequeno balão rosa quem te levanta?
- Eu achei que fosse meu coração.
- Seu coração é muito maior que isso! Cabe tanto dentro dele.
- Eu explodi ele hoje.
- Melhor morrer com um boom que esvaziar aos poucos.
(techos de Boechat e Gabi - msn)

11.12.09

Uma gritaria anunciara sua presença. Parecia um briga das feias. Do alarido, uma voz chama atenção. Ainda sem conseguir entender o que ele dizia, so podia ter certeza que ele estava bêbado e minhas narinas faziam-me sentir o cheiro do alcool. Ele gritava o fim - "O MUNDO ACABOU, ACABOU! É O CAPETA!" O inusitado ainda me fazia rir quando percebi lágrimas nos seus olhos a fungar. O homem recolhe a voz mas não curte a dor que fez agora o sorriso sumir.

6.11.09


Será que o belo é batido?
Sera que o batido é o belo?

26.10.09

Será medo ou vergonha das minhas fraquezas?
Só sei que me faz sentir ainda mais fraca-so.

28.9.09

É porque ela não para -
Só pensando em muitas coisas
Se não só em nada,
Que desenhar ajuda a concentrar.

Uma parte fica fixa
- Desenhando,
Enquanto a outra atenta ao movimento
- À fala.

Que me chamo zappeligeRuhe
Porque tenho mania de desenhar em algumas aulas ou falas,
Pessoas acham que não consigo prestar atenção no que é falado;
Acham que é desinteresse. Mas confesso: nem sempre a técnica funciona.

17.9.09

Páginas rasgadas
Muitas orelhas
Um sorrizo
Forte ruído
E livros perdidos
.
.
Um vazio
Cheio

16.9.09

29.8.09

27.8.09

Nostalgia hanging on my wall
É assim:
Bate o sono da preguiça
E fica assim:
Nada rende, tudo lento
E para assim:
Nada dorme imcompleto
Por fim,
Canço outra noite.
zappelige Ruhe
a-gosto.

29.7.09

It's only that
When I kiss you
We talk, discuss
I don't see you

It's only that
When I see you
We talk, discuss
I don't kiss you

4.7.09

Tomas espaço das coloridas
Brancas e novas
Lembranças confusas
De gavetas
Bagunça

25.6.09

De forma ou alguma,

Te vejo vezes tão perfeitamente

Poderia desenhar tua boca

Falar dos contornos de teu nariz

E dos movimentos de teus dedos

Que mudam pelos meus cabelos

Se me aproximo de tí -

Nefasto movimento

Te desmorono'

Perco

E percebo:

És cinzas e voas.

Ainda fostes de areia

Que não fostes firme

Poderia eu tentar

Mas cinza,

Esfaz-se

No chão

Caminhar

Quisera eu

Nem tragar

Poder

23.6.09

Ao
Mozart
e suas
Fotografias
Máquina de P&B
Lembranças do meu vô
Clarinete, 10 chaves de ébano
E sombrancelhas brancas caídas sobre o nariz

13.6.09

Se não fostes o medo
Se fosse essa vontade
Serias então timidez
Se não a vergonha
Mas se fores vontade
Ainda assim voarias

zappelige R.

9.6.09

Eu sufoco e tenho medo.
Tenho medo e sufoco.
Sufoco de medo.
E não sufoco.
Eu paro.
Calo.

eine folgende Ruhe

6.6.09

Doppeldeutigkeit, Doppelsinne...
Es gibt kein Deut besser als sie.
Es gibt aber der,
Der sich keinen Deut darum kümmert.
Ich kann aber dir was deuten:
Die Zweideutigkeit ist immer da,
Trotz sie nicht immer deutlich zu merken ist.

23.5.09

Movimento
Inconsciente
Ação
Despecebida
Lagrima
Perdida

zappelige Ruhe
7. März, Amsterdam
Na maioria das vezes eu não sabia o que sentia.
Algumas horas parecia felicidade;
Outras tinha certeza que era tristeza.
De vez enquando não sentia nada,
Assim como não pensava em nada,
E quando assustava que mesmo assim tudo se movia,
Percebia que de alguma forma eu nao parava
Apezar do sono que contradizia
a euforia da manhã.
Algumas vezes era uma dor no peito;
Outras uma dificuldade de respirar.
Mas acho que era um nó.

zappelige Ruhe
7. März, Amsterdam.

9.5.09

Saudade...
É o copo onde a gente mexe o gelo com o dedo.

Cheio - preenchido!
Sólido mas mexido,
Derrete e te aquece.

Esse copo...

24.4.09

Fantasia.

Ficaria e falaria.
Calmaria não aguentaria.
Quem diria que isso mudaria?

15.4.09

Sentar num bar,
ter ver fumar,
sem falar.

Te encontrar.

A saudade...
…bate eu tomo um ar
sem falar.

28.3.09

Em silêncio
Queria deitar ao seu lado e não perturbar.
Ser um gato.
Carinhos nada valem sem sua companhia.

Ruhe

1.3.09

Dois envelopes

Um branco
e um grande pardo.
E parto
os homens-palitos
e o guardanapo.
E o quarto.
Paredes brancas,
Nenhum sofá.
Um grito.

Paredesbrancas do quarto sem sofá

Dois envelopes
Um pequeno e branco
Outro grande e pardo
Um guardanapo
Alguns homens-palito

Apezar das paredes brancas
Deste quarto sem sofá
Eles chegam para lembrar
E também não choram
Como eu quase

Um tcheco
Outro polaco
E quase gritam
Da hora de partir
A hora de ir

18.2.09

Condicionalmente

Pare um tempo de falar comigo
Me escreva insistentemente
Diga sempre que me odeia
Faça questão de me encontrar
Me ame desconcertadamente
Não fale muito mais que críticas
Me abrace mas não me beije
Faça-me perceber essa solidão

17.2.09

Pó de sonho

Como eu não sei rezar
Só queria mostrar
meu olhar,
meu olhar,
meu olhar.

Trecho de Romaria - Elis Regina

16.2.09

Cansaço de neve

Você viu o floco se desfazendo?
Chegou e foi logo derretendo.
Nem ficar de pé conseguiu.
Será a viagem, a queda,
Ou o calor da janela?

Gabriella

14.2.09

Sono Gauche

No meu sonho,
ele tinha deixado.
mais que carta no correio.
Ele tinha deixado
uma aliança escondida
em galinha Maggi azul.

Ele me mostrava
a cara metade
do pingente que não ví.
De dedos ocupados,
eu brincava
enquanto ele sorria.

Naquele brilho
cobrava ele fidelidade
à palavras se quer ditas,
e revelava
cornucópia de amor
guardada meses sem fim.


Agora lá fora
sob sol escaldante
em inverno alemão,
nadávamos
piscina de hall algum
em um outro play.

E quando dei por mim,
ele era o anjo
mas entendia português.
As crianças
aprendiam alemão,
mas caíam em inglês.

Minha língua mãe
era porém a delas
com seus pais.
- Filósofos
que optaram então
ficar na Alemanha.


Éramos Brasil
e ele agora,
o menino menestrel
que com vida,
revigorava o contrato
e me sorria pois.

Eu dormia,
enquanto ele fitava,
sorria, acariciava.
Caí em realidade
ouvindo bons dias,
sendo amassada.

Sem promessas,
germanávamos
como antes de Morfeo.
E minhas roupas,
como noutro sonho,
nunca me saíram.

z. Ruhe em 31.01.2009