7.6.26

 



Todo ímpeto da fala desenfreada anestesiado pela vasta imensidão 

6.6.26



Sobra o que eu queria tanto
E talvez pela certeza do não 
Possível ou permitido ou não 
Certeza do querer acreditar
Na fluidez concreta que atravessa
A beleza da arte e da poesia 
Transforma satisfação em vida
Que valsa ao me entregar
No meu sonhar permitido
Por ninguém mais do que eu
E você que veria por alegria
Sucesso proporcional à vida
Que caberia no desdobrar da curva
Ou retorno ao que fosse calculado
Na fruição do certo racional
Esqueci ou estremeci por medo
Larguei possibilidades tão lindas
Que fechava por esquecimento
De ter aberto na crença de um dia
Que era eu mesma deixaria 
Não lembrar do caminho planejado 

9.5.26



Não sei cansou da vida pútrea

Ou se acabou-se em brigas 

Mas a assa dilacerada

Convidou-o pro garimpo

Da circulação energética 

E reintegração pura


Não voa mas sobe em salto

Salta uns dias e logo voltava

Mas agora a volta foi longa e

Mais ampla que suas asas

Ou nossas penas poderiam

Abrigar-te comida sem brigas

9.4.26

 


Quando você chega, o mundo não para
Mas uma satisfação paira em mim
A alegria do seu sorriso toma meu peito
E meus olhos brilham com seu jeito
Timido que troca as palavras e o olhar
Com toque que nossos olhos não veem
Nossos dedos cruzados mais próximos
Do que nossos carros em vias opostas