30.10.12
















Quando te abraço, a melodia até canta
Silenciosa em minha cabeça
Te fazendo cafuné e puxando
De encontro a meu ombro - até sinto
Mas seu choro permanece a brilhar
E seus olhos sorrindo a desviar

18.9.12


Olho nos teus olhos, quase cegos, que eu até pude ver tremer
Pergunto sobre leituras, medimos as letras e descobrimos livros
Mas já sabendo o quanto eles embaraçam, me pergunto o que viu

Não é vento ou outras cidades: queres mais frutas nos pés das mãos
Mas veio num passeio de ambulancia que prendia as pernas mudas
Só pra trocar estilhaços na carne por cano nos ossos dos fios

Pra tudo, anestesia, anistia por tanta delicadeza, tanta atenção
E eu que não tive tempo de comprar, não posso mais entregar
Os romances que ficam para outros desencontros da vida ou da sua


29.7.12



Uma dúvida, 
Um diálogo 
Mudo.

O primeiro,
Um beijo
Em falso.

A pergunta.

Fruta bebida,
Gesto sonoro. 
De gosto.

Muda nova,
Uma falta 
Aberta.

25.6.12


Um dia tão pé no chão que nem minha distração me dava asas, fui te ver tocar o céu da minha boca de vontade de falar da pintura tão abstrata que faz de tí uma sinestesia de quarta dimensão.

17.6.12

Para nadar, sempre mais do que um oceano.
Caindo, passando, água debaixo da ponte.
A respingar, insistem as águas passadas.

A vida,
Permanência.

Vidas - rios?

Correndo tão rápido no mesmo lugar,
Eles renovam suas massas bem rápido
Enquanto nós caminhamos apenas
Acreditando em alguma mudança.


16.6.12



Still feeling my self numb,
aber ich fang langsam an zu traumen.

Irgendwie, sind ein Paar Träume ähnlich. 

Jetzt muss ich mich fragen ob die nicht meine echt Gefühle sind, dass ich zur Zeit nicht erkennen kann.

Vielleicht merke ich schon.

3.6.12



Observando o móbile, tomo cuidado para que as lágrimas escorram ao menos até o pescoço
É o mais próximo que posso chegar de brincar com algo que vem diretamente de você

31.3.12
















um samba marcado pela (de)cadência dos desvios de olhares

29.2.12

Deixe-a passar entre os dedos
                      feito vento...


8.1.12



Melhor do que turvas, seria se fossem densas
em cores tão alegres quanto pudéssemos preencher
nossas formas em saltos.