24.8.25

Cristalino para aguas de março 18


Após a tempestade que não ví, mas atolou nossos portões

Minh'alma iluminou os caminhos até a casa onde a lâmpada virou treva.

Ali, o branco do queijo ressaltava enquanto o amarelo do colorir se escondia

E depois de mornar uma água, ela tomou seu primeiro banho de caneco.

Água aquecida pelo saber, luzes iluminadas por velas e meu caminho aceso...

16.8.25

Não sei se te conto o tanto que verso em você, em nós, naqueles esparsos momentos; no tanto que quero mais, no tanto que tremo em desejo. É que contar talvez apague a fantasia da poesia que valsa ainda livre onde me perco e curto. É gostoso ver como tudo cresceu. Senti tao repentinamente meu meu campo querer florescer para a primavera vindoura, mas logo veio o vento da avassaladora verdade chacoalhando os frágeis ramos; e depois as cortadeiras como se acreditassem em contratos antes mesmo do perfume das flores poder se espalhar. Acho que foi o fim intenso do frio quem chamou para fazer a cama; portas fechadas, o frio fica na distância. A consciência chama junto à concorrência, pois o inverno é mesmo a melhor época para escolher quais ramos fortalecer ou podar.

No fundo, fico grata que os pensamentos ja se organizaram e chegam traduzidos. Quase lineares, sem ideias estrangeiras ou mistura de pronúncias e significados; sem grandes voltas em inglês ou versos alemães.

Melhor assim - decidi - páginas claras, abertas como eu gosto, a verdade escancarada e a poesia, que fuja se quiser. É livre que ela irradia! Se for para ir, que os últimos ventos de agosto a leve ou deixe leve como ja vai ficando essa brisa que foi furacão. E chega. Chega junto calmaria a me agitar...