6.6.26
9.5.26
Não sei cansou da vida pútrea
Ou se acabou-se em brigas
Mas a assa dilacerada
Convidou-o pro garimpo
Da circulação energética
E reintegração pura
Não voa mas sobe em salto
Salta uns dias e logo voltava
Mas agora a volta foi longa e
Mais ampla que suas asas
Ou nossas penas poderiam
Abrigar-te comida sem brigas
9.4.26
7.10.25
Finde setembro, os ipês amarelos já se esfizeram da abundância de flores e, acompanhados por poucas, abriram alas para a primavera que floresce a todo vapor elevando nossos pensamentos e erguendo nossas cabeças a olhar avante, onde encontramos escondidos atrás das muretas e das paisagens do dia a dia, ipês rosas e branco limão ou alvos acompanhados por outras que florescem e resedás logo vão, todos os frutos verão.
24.8.25
Após a tempestade que não ví, mas atolou nossos portões
Minh'alma iluminou os caminhos até a casa onde a lâmpada virou treva.
Ali, o branco do queijo ressaltava enquanto o amarelo do colorir se escondia
E depois de mornar uma água, ela tomou seu primeiro banho de caneco.
Água aquecida pelo saber, luzes iluminadas por velas e meu caminho aceso...
16.8.25
Não sei se te conto o tanto que verso em você, em nós, naqueles esparsos momentos; no tanto que quero mais, no tanto que tremo em desejo. É que contar talvez apague a fantasia da poesia que valsa ainda livre onde me perco e curto. É gostoso ver como tudo cresceu. Senti tao repentinamente meu meu campo querer florescer para a primavera vindoura, mas logo veio o vento da avassaladora verdade chacoalhando os frágeis ramos; e depois as cortadeiras como se acreditassem em contratos antes mesmo do perfume das flores poder se espalhar. Acho que foi o fim intenso do frio quem chamou para fazer a cama; portas fechadas, o frio fica na distância. A consciência chama junto à concorrência, pois o inverno é mesmo a melhor época para escolher quais ramos fortalecer ou podar.
No fundo, fico grata que os pensamentos ja se organizaram e chegam traduzidos. Quase lineares, sem ideias estrangeiras ou mistura de pronúncias e significados; sem grandes voltas em inglês ou versos alemães.
Melhor assim - decidi - páginas claras, abertas como eu gosto, a verdade escancarada e a poesia, que fuja se quiser. É livre que ela irradia! Se for para ir, que os últimos ventos de agosto a leve ou deixe leve como ja vai ficando essa brisa que foi furacão. E chega. Chega junto calmaria a me agitar...
30.11.18
23.1.18
Toda a vida dela do lado de fora.
Sem ter para onde levar seu corpo,
El'é inerte assim como suas roupas.
Hora vira parque, hora aninha pássaros!
Um beco aberto, pode ser abrigo, casa.
Tendo como vizinha a liberdade,
Finda seus galhos passados ali
Já sem folhas ou raiz, mas tenra.
Veste o que resta da base com terra,
Ninho mesmo para esconder as raízes
Que nunca foram profundas nada
E se foram, tênues e fracas, sucumbiram.
E agora parque, é teste de limite de sí:
Crianças testam elasticidade em pulos
Adultos depositam peso e encosto
E pássaros furam o vestígio da base.
26.8.17
Aqui temos um caminhão com capacidade para 5 metros cúbicos de areia. Tem gente que acha que ele carrega 6; e até que pode, mas assim ele arria e não vai longe. Eu, na verdade, queria que ele carregasse 18 metros, como nós dois juntos, do tamanho que nos vimos. Mas por enquanto sigo com o meio metro da minha caçamba que só faz potencializar o caminho.









