13.11.10


O samba já anunciava
Menor na tarde
Um dia para chorar
Foi ver as cabeças
E os bezerros sorrindo mesmo
Mortos para serem cobertos
E cegos nos olhos brilhando
Artificialmente por um branco
Vai ver foi um desencontro
Dos olhares que nunca se veem
Mas desistem dançando
A harmonia do cansaço
Foi ver a falta
Daquele abraço que nunca
Quero mais insistente
Vai ver foi a dissequência
E descompasso do volume-peso
Das canções da manhã
Com o fim do dia
Que não termina mesmo
Foi ver depois daquele
Buraco na memória
Sem se afirmar maior
ruhig gestern

7.11.10



Eu q.u.e.r.i.a

Queria balançar os seus dedos
Como as folhas das árvores
Em sua boca

Mas e se?

Se ai eu d.e.s.i.s.t.i.s.s.e

Não só da b.o.c.a

Mais os dedos e olhos

O.l.h.o.s fixos perdidos

Mas nunca vazios

Apesar da f.o.m.e

Fome de que meu anjo?

Ah! Isso eu pergunto

Sempre a mim, mas nunca

N.u.n.c.a a ti, mas devia

Deveria dever um pedaço
Pra você
Um já foi e outro
Poderia sanar?