23.1.18


Toda a vida dela do lado de fora.
Sem ter para onde levar seu corpo,
El'é inerte assim como suas roupas.
Hora vira parque, hora aninha pássaros!

Um beco aberto, pode ser abrigo, casa.
Tendo como vizinha a liberdade,
Finda seus galhos passados ali
Já sem folhas ou raiz, mas tenra.

Veste o que resta da base com terra,
Ninho mesmo para esconder as raízes
Que nunca foram profundas nada
E se foram, tênues e fracas, sucumbiram.

E agora parque, é teste de limite de sí:
Crianças testam elasticidade em pulos
Adultos depositam peso e encosto
E pássaros furam o vestígio da base.

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